terça-feira, 6 de junho de 2017

RESENHA Alina de Emilia Lima

Por Maju Raz

Título: Alina
Autora: Emilia LIma
Editora: Pedrazul Editora
Páginas: 191
Sinopse: Amor e paixão no Brasil colonial!
Ambientada na Bahia século XVI, com passagens em Lisboa, Alina conta a história da família Cirilo, que veio de Portugal com o intuito de ajudar na colonização do Brasil. Alina Cirilo amou o jovem advogado Pedro Garcia desde a primeira vez que o viu – um grande amor, porém, proibido. Apaixonada por Pedro, com quem havia se deitado, ela é enviada pelo pai para longe, mas já levava a semente dele dentro de si. Sem escolha, longe de casa, vivendo em meio aos índios, ela conhece Naru, um mestiço com modos de fidalgo. Sozinha, carente, ela deixa-se conquistar pelo jovem belo e doce mestiço, embora nunca tenha esquecido Pedro. Amor, laços familiares, renúncias, traições e reencontros surpreendentes. 





“Alina” é escrito pela economista Emilia Lima. A baiana é apaixonada pelas letras e romances de época e acabou nos presenteando com a trilogia ”Família Cirilo”. A Pedrazul Editora lança agora “Alina” e em breve “Ágata” e “Dandara”.

Em “Alina” conferimos a história da menina Alina. O romance se passa na época do Brasil colônia. A família da jovem, os Cirilo, eram muito conhecidos e respeitados em Portugal, tinham até amizade com a Coroa, por isso vieram pra cá, com intuito de ajudar na colonização Brasileira.  

Mesmo sendo de família rica a moça sempre foi muito fofa e comprometida com causas sócias. Ela tinha um coração de outro, era uma pessoa simples, era contra a escravidão, respeitava a maneira que as pessoas pensavam, mesmo discordando de ideias contrárias, pois ela amava LIBERDADE.

“Alina jamais via o mundo pelo lado material. Tudo nela era pura emoção.”

E ela teve muita sorte de estar naquela família, que mesmo vivendo numa sociedade extremamente patriarcal, tinha liberdade de ir e vir, diferente das moças de sua época.

“Não era daquelas jovens que só pensavam em roupas e festas, adorava música e principalmente os livros.”

Ah, o amor jovem... Alina com seus poucos doze anos, se apaixona por Pedro Garcia, um jovem advogado já casado e com filhos. Aqui é o início de um grande amor juvenil platônico e proibido.

“Na primeira vez que Alina colocara os olhos em cima de Pedro Henrique ela tinha 12 anos e ele 24, e foi amor a primeira vista, de ambos os lados, mas ela era ainda uma criança e ele um homem casado. Ele era um homem lindo, moreno, alto, e possuía a mesmo cor dos olhos de Alina. Ela entretanto, sabia que sua única opção era calar o coração para aquele amor e seguir a sua vida.”

O tempo foi passando...apensar de Alina seguir forte com a convicção de seu amor pelo jovem Pedro, só pode aproximar-se dele como amiga. Mas só isso não era suficiente pra ela. Pedro e Alina começam a passar muito tempo juntos e se torna, mais que bons amigos: eles se descobrem que se gostam mutuamente e acabam passando em segredo uma noite de amor.

"Encontrara no amor do criador forças para viver e sempre entregava, nas suas mãos, os problemas que não poderia resolver"

Antes de ir embora, pois todos fuxicavam de sua “amizade” com Pedro, Alina se descobre grávida de gêmeos através de uma antiga amiga índia. Ela inventa uma história pra família e foge com mucama de sua irmã Clara, conhecida como Ana. As duas vão até uma aldeia indígena. Lá Alina é mais que bem recebida e tem seus filhos. Uma nova fase de vida pra moça que acaba conhecendo Naru, filho de um português com uma índia. Os dois acabam se casando e vivendo um dos melhores momento de suas vidas.

"Todos os dias, à tarde, Alina ia caminhar na beira da praia, às vezes dona Ana ia com ela; às vezes Naru insistia em a acompanhá-la, mesmo eles sendo tão maravilhosos o que ela gostava mesmo era de ir sozinha, da solidão, da paz...”

Mas, como no coração a gente não manda, é Pedro que sempre fala mais alto dentro dos sentimentos de Alina. É com ele que ela sempre quis viver um amor.

“Você será sempre o meu amor, eternamente, mas não posso destruir a vida de outras pessoas para viver a minha felicidade. ”

Chega! Falei demais! Esta é uma história que nos faz refletir sobre o amor e mais ainda sobre nossas escolhas. Toda ação tem uma consequência e muda não só nós mesmo, mas aos outros.

A história é contada em 3ª pessoa por um parente distante de Alina - onde Alina é a tataravó da bisavó da narradora. Apesar de ser uma narrativa que se passa em um século diferente, não senti dificuldade ao ler, nem aquele peso de palavras difíceis e diálogos entediantes como alguns romances de época possuem.

Com uma proposta diferente o livro vem com ilustrações de trações finos e delicados produzidos por Mara Sop. Também encontramos ao longo das páginas algumas notas de rodapé com explicações históricas para complemento da narrativa. Uma leitura rápida, leve e muito bem pesquisada historicamente. Gostei bastante da escrita e das tramas de Emilia e vamos aguardar o que as próximas aventuras dos Cirilo nos guardam! Leiam!

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